Falar sobre postura muitos falam, mas afinal, o que define uma boa postura?

Tempo de leitura: 2 minutos

Por Cristiane Chagas

A capacidade de sincronismo na relação ossos x ligamentos x músculos favorecendo a permanência em posição ortostática (em pé), por longos períodos, sem desconforto, define uma boa postura.

Normalmente o mau uso da musculatura gera desequilíbrios nessa relação, levando a posicionamentos tidos como posturas viciosas, onde busca-se ceder espaço para os músculos mais fortes que acabam por tracionar as demais estruturas, modificando, assim, nosso centro gravitacional. 

Ficar em pé ou sentado por longos períodos, torna-se doloroso ou desconfortável; isso acontece porque é exigido do nosso corpo um maior gasto energético ao tentar forçar uma postura adequada, utilizando-se de músculos inadequados.

Durante práticas esportivas e de dança não acontece diferente. Observamos uma incidência maior de lesões em indivíduos com problemas posturais. O fortalecimento das estruturas corretas e uma boa prática de alongamento dos músculos que tentam se sobressair ajuda no equilíbrio ortostático e na preservação de uma aparência mais elegante.

Em práticas onde se requeiram giros, a manutenção dessa boa postura é imprescindível. Não basta dançar. É necessário conhecer as estruturas que determinam o centro gravitacional e fortalecê-las para evitar lesões e criar movimentos limpos e suaves.

A musculatura do abdome é o centro de força para estabilização central. Engana-se quem pensa que o abdome precisa ter gominhos, ou o famoso tanquinho. Em práticas como o pole dance, o músculo reto abdominal precisa estar alongado, enquanto oblíquos e transversos precisam estar contraídos, para que o centro de força se feche na cintura, mantendo os giros limpos e a coluna estável.

Deve-se tomar cuidado especial também com os ombros, estes precisam estar estabilizados e na mesma linha dos quadris. Meninas cujas mamas brotam muito cedo costumam apresentar o ombro anteriorizado, isto faz com que os músculos peitorais entrem em um padrão de tração permanente, puxando a parte alta do tronco para frente e provocando um aumento da cifose fisiológica da coluna dorsal. Esta postura além de causar dores durante e após as atividades, ainda anterioriza o centro gravitacional exigindo do dançarino um maior gasto energético para se manter em atividade.

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