Evitando lesões articulares e musculares durante a prática do Pole dance

Evitando lesões articulares e musculares durante a prática do Pole dance

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Por Dr. Thiago Vivacqua. CRM 52884731.

O Pole dance representa uma atividade física de baixo impacto para o esqueleto, combinando exercícios que exigem contração muscular estática e dinâmica. É sabido que o esqueleto humano evolui com diminuição progressiva da massa muscular e densidade mineral óssea após a 4° década de vida (40 anos), podendo tais exercícios ajudarem no ‘combate’ destas alterações inevitáveis. Durante as aulas e treinamentos, o aumento da frequência cardíaca e respiratória atua também na melhora do condicionamento cardiopulmonar dos praticantes. No entanto, tais atividades devem ser precedidas da avaliação de um médico clínico ou cardiologista e um médico ortopedista.

A mobilidade articular constante exigida durante a prática do Pole dance favorece a nutrição da cartilagem articular dos membros superiores e inferiores devido ao mecanismo de nutrição do tecido cartilaginoso pelo líquido sinovial presente nestas articulações. Pacientes com histórico de dor articular crônica ou portadores de doença articular degenerativa não estão impedidos de realizar a prática do Pole dance, desde que sejam adequadamente orientados sobre quais movimentos podem piorar ou até melhorar seus sintomas. Casos selecionados podem realizar um condicionamento muscular específico por algumas semanas antes do início da prática, visando a prevenção de lesões musculares por estiramento.

Por fim, acredita-se que atividades como Pole dance, que trabalha a mente e o corpo por completo, traga benefícios que elevam a autoestima. Há inúmeras vantagens para o físico, como por exemplo, auxilia no fortalecimento muscular, que, na fase adulta, vai enfraquecendo lentamente. Melhora a disposição para a realização das atividades diárias, por conta do condicionamento cardiopulmonar; além de ajudar  na prevenção de dores articulares  no decorrer da continuidade da prática, trazendo benefícios que se revertem em bem estar e autoconfiança, fato que é percebido nas relações interpessoais.

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